13 de agosto de 2013

Até que a memória desande

A lembrança revisa
a hora sofrida
e chora.

[É a dor
tomando
forma]

A lágrima desliza
pela pele pálida
e para.

O lábio pressente
a tristeza húmida
da gota morna

e avisa
ao restante da boca
o pesar daquela brisa
cálida.

A língua levanta
e logo localiza
aquele gosto de angústia.

A boca trepida,
renova a saliva
e se livra do sal.

[Mas dá
um nó
na garganta]

Acontece
que quando a saudade
é muito grande
o gole não desce
até que a memória desande.


2 comentários:

Marla Andrade disse...

Belas palavras para um momento ímpar!

Marla Andrade disse...

Belas palavras para um momento ímpar!